Entorse e Lesão Ligamentar |
As entorses ocorrem quando há um movimento torcional do punho ou da mão (por isso, também são conhecidos como torções). Nesse trauma, os ligamentos são esticados, porém não se rompem completamente, mantendo os ossos no lugar. As lesões ligamentares do carpo são um estágio mais grave das entorses. Nelas, ocorre a ruptura completa dos ligamentos que unem os ossos. A gravidade dessas lesões está no fato de quebrarem a harmonia do movimento dos ossos do carpo, gerando impactos que desgastam a cartilagem e geram dor e limitação do movimento Popularmente, essas lesões são chamadas de “pulso aberto”.
Causas: Geralmente, são secundárias a quedas e traumatismos diretos.
Sintomas: Dor à mobilização do punho e da mão e perda da força para realizar os movimentos.
Diagnóstico: O diagnóstico é feito através do exame físico cuidadoso. As radiografias podem mostrar um desalinhamento dos ossos do carpo nos casos mais graves. Eventualmente, a ressonância magnética pode ser necessária para a confirmação do diagnóstico. Em alguns casos, a artroscopia – procedimento minimamente invasivo onde uma micro-câmera penetra na articulação – é necessária para confirmar o diagnóstico.
Tratamaento: As entorses podem ser tratadas com imobilização através de talas ou órteses removíveis. As lesões ligamentares requerem o tratamento cirúrgico individualizado para cada paciente e lesão.
Fratura do Osso Escafóide |
A fratura do osso escafóide é uma lesão grave do punho que, muitas vezes passa despercebida.
Causas: O mecanismo mais comum é a queda sobre a mão espalmada, fato que pode ocorrer tanto em acidentes domésticos quanto na prática esportiva.
Sintomas: O sintoma mais comum é a dor. Eventualmente, essa dor pode ser menor, sentida como um traumatismo menor.
Diagnóstico: A radiografia é o exame inicial para o diagnóstico. Como o osso é relativamente pequeno e tem o formato irregular, o exame inicial pode não detectar a lesão. Nesse caso, pode-se imobilizar o punho em uma posição segura por cerca de dez a quatorze dias, quanto a radiografia é repetida e, devido ao inicio do processo de consolidação, a fratura torna-se evidente. A imobilização nesse período é justificada para a recuperação do traumatismo do punho. Em casos específicos, a tomografia computadorizada pode auxiliar no diagóstico. Em raros casos, a ressonância magnética pode ser utilizada para confirmar fraturas ocultas.
Tratamento: O tratamento da fratura vai depender se há ou não desvio entre os fragmentos. Na ausência do desvio, o tratamento clássico é a imobilização com gesso por um período que pode chegar a três meses.
Devido ao longo tempo de imobilização, alguns especialistas recomendam o tratamento cirúrgico, que permite uma mobilidade mais precoce. Quando a fratura apresenta desvio, é necessário o realinhamento dos fragmentos e a sua estabilização para que possa consolidar corretamente. Geralmente, só se consegue tal realinhamento através do tratamento cirúrgico. Devido ao pequeno porte e às particularidades desse osso, mesmo com o tratamento correto, o osso pode não consolidar, gerando uma situação conhecida como pseudartrose. Nessa situação, cirurgias secundárias são necessárias.
Tendinites e Tenossinovites do Punho |
Tendinite é a inflamação dos tendões que realizam o movimento do punho e dos dedos. Os tendões localizados na região posterior do punho passam, cada um, por um trajeto estreito, que lhes confere precisão nos movimentos. Na parte palmar, os tendões flexores dos dedos passam todos em um túnel comum, o túnel do carpo. Esses trajetos são chamados de túneis e são preenchidos por uma camada fina de lubrificante, o líquido sinovial, responsável pelo deslizamento dos tendões. Quando existe inflamação também nos túneis, temos as tenossinovites.
Causas: As causas das tendinites e das tenossinovites são várias. Podem ser secundárias a um traumatismo único e importante, às doenças reumatológicas ou traumatismos repetitivos.
Sintomas: Os sintomas mais comuns são dor no punho e, eventualmente no trajeto dos tendões. Pode haver aumento do volume devido ao acúmulo de líquido nas tenossinovites. Uma característica da dor é piorar com a realização do movimento e melhora com o repouso.
Diagnóstico: O diagnóstico é feito quando o médico examina o paciente e identifica a dor no tajeto dos tendões. A confirmação do diagnóstico é feita com exames de imagem, como a ultrassonografia e a ressonância magnética.
Tratamento: O tratamento tem como objetivo a retirada da causa da inflamação. Nos casos traumáticos, o uso de anti-inflamatórios e da imobilização colaboram com a melhora dos sintomas. Nas doenças reumatológicas, é fundamental o controle da doença de base através da medicação e, eventualmente, cirurgias para retirar tecidos inflamatórios que não respondem ao tratamento medicamentoso. Também nos casos reumatológicos e nos casos de microtraumatismos repetitivos, além das medidas analgésicas, são necessárias orientações para fortalecimento das musculatura, melhora da ergonomia, proteção articular e economia de energia. Tais orientações podem ser feitas pela terapeuta da mão.
Osteoartrose (Artrose, Osteoartrite) |
A osteoartrose é o desgaste da cartilagem articular, estrutura que permite o deslizamento entre os ossos que formam uma articulação.
Causas: Esse desgaste pode ser secundário a um traumatismo, como nas seqüelas de fraturas, ou mesmo decorrente de uma tendência da pessoa a desenvolver essa fragilidade.
Sintomas: Os sintomas da osteoartrose são dores nas articulações, especialmente na base do polegar (rizartrose) e nas articulações interfalangenas proximais e distais. O Processo de desgaste também leva ao aumento do volume das articulações, “engrossando” as articulações.
Diagnósticos: O diagnóstico da osteoartrose é clínico, através do aumento das articulações, da dor e da limitação do movimento. Uma radiografia simples geralmente é suficiente para confirmar o diagnóstico.
Tratamento: O cirurgião da mão pode ajudar ao paciente prescrevendo medicamentos protetores da cartilagem e, através da terapeuta da mão, confeccionando aparelhos sob medida para proteger as articulações e realizando um programa de orientação, controle da dor e fortalecimento da musculatura da mão, protegendo as articulações. Alguns casos podem necessitar da supervisão de um médicos reumatologista. Nos casos em que o tratamento clínico não surte efeito, o seu cirurgião da mão pode apresentar opções cirúrgicas que podem melhorar em muito as funções da mão. Essas opções incluem a fusão de algumas articulaões, melhorando a dor, e as substituições articulares por próteses, permitindo o movimento.
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